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2.8.09

Nissan Leaf: o eléctrico que vamos conduzir em 2011

A Nissan acaba de apresentar no Japão o Leaf, o carro eléctrico destinado a todo o mundo que Portugal vai começar a conduzir em 2011 e cujas baterias serão fabricadas no nosso país.



Com pompa e circunstância, a marca japonesa dá assim um passo decisivo depois de sucessivos anúncios de intenções. Mediante o acordo estabelecido com o governo português, o nosso deverá ser um dos primeiros a receber e testar em condições reais este novo modelo, uma berlina de cinco portas com características familiares, com 4,45 metros de comprimento e 2,70m de distância entre eixos.



Nissan Leaf ("folha", em inglês) tem uma autonomia estimada de 160 km e demora oito horas a ser completamente carregado numa vulgar tomada de 220v ou cerca de 30 minutos numa estação de carga rápida.

Este modelo integra igualmente novas tecnologias de informação, entre as quais um processador que calcula a autonomia restante, identifica num para as estações de recarga mais próximas e aconselha ao condutor o melhor percurso para lá chegar.



O Nissan Leaf será comercializado ao abrigo de várias parecerias estabelecidas entre a marca e várias autoridades regionais e nacionais, entre as quais os estados português e inglês. No âmbito dessas parcerias estão previstos: o desenvolvimento de uma infraestrutura pública de postos de recarga; incentivos à compra de veículos eléctricos; a sensibilização das populações para a sua utilização.



O Nissan Leaf começará por ser fabricado em Oppama, no Japão, a que se juntará à fábrica de Smyrna, no Tenesse. As baterias, por seu lado, serão fabricadas em Zama, no Japão, assim como em vários outros locais, entre os quais Portugal.

25.6.09

Projecto-piloto para "electrificar" Portugal

O jornal i noticia que a EDP está a desenvolver um projecto que permitirá combinar o carregamento de carros eléctricos na rede da empresa com a compra e venda de electricidade ao melhor preço através de sistemas automáticos de comunicação.

A ideia é engenhosa, mas parece demasiado futurista. É como falar de como serão os frutos antes de conseguir plantar a árvore. Tal como o jornal também diz, Lisboa já tem vários postos de carregamento de carros eléctricos e terá mais no futuro próximo. O que ainda não tem é... carros eléctricos. Talvez se esteja a constituir a massa crítica que permitirá que eles tenham viabilidade. Mas de momento essa massa crítica ainda não existe. O que quer dizer que de momento esta história de bidireccionaliade na rede de electricidade para comprar e vender ao melhor preço de mercado é um devaneio. Não mais do que isso.

Na próxima segunda-feira, o governo anuncia os mais recentes desenvolvimentos no seu projecto de electrificação do parque automóvel nacional. Nós lá estaremos para ver do que se trata...

16.4.09

O futuro é eléctrico...

O governo inglês anunciou hoje um programa de incentivos para os carros eléctricos previsto para ser implementado quando estes começarem a ser comercializados em larga escala, o que se prevê aconteça lá para 2011.

Os automobilistas que optem por automóveis eléctricos ou híbridos poderão receber um incentivo entre as 2000 e as 5000 libras (2250 a 5650 euros). O plano faz parte de uma estratégia destinada a reduzir os níveis de carbono emitidos pelos automóveis. No total está previsto um investimento superior a 230 milhões de libras.

Não me admirava que outros governos europeus seguissem estratégias semelhantes nos próximos tempos. Mais um indicador de que a paisagem automóvel na Europa vai mudar muito nos próximos 2 a 3 anos.

14.4.09

Sobre os híbridos

"Os híbridos são como as sereias: quando queremos um peixe, temos uma mulher; e quando queremos uma mulher temos um peixe!"

Carlos Ghosn, citado por Shai Agassi, nas conferências TED.

27.1.09

Opel Ampera terá estreia em Genebra

A Opel divulgou hoje a primeira imagem oficial do Ampera, a versão Opel do Chevrolet Volt, um automóvel eléctrico que usa um motor térmico como forma de carregar as baterias e aumentar a autonomia. O motor a gasolina não tem qualquer ligação motriz e apenas entra em funcionamento nas situações em que a carga das baterias eléctricas se torna insuficiente. Nesse sentido é bastante diferente do Toyota Prius.

O Opel Ampera será apresentado publicamente no próximo salão de Genebra, de 5 a 15 de Março, e segundo os responsáveis da marca será um carro adequado para o automobilista europeu, permitindo fazer os percursos diários médios dos europeus inteiramente com recurso à energia eléctrica. Segundo Alan Visser, a Opel será assim "o primeiro construtor automóvel europeu a oferecer a possibilidade de percorrer centenas de quilómetros com motorização eléctrica sem interrupções".

22.10.08

Toshiba anuncia baterias para automóvel

A Toshiba juntou-se à Sanyo e à Panasonic no anúncio de que vai iniciar a produção de baterias de iões de lítio para utilização em automóveis eléctricos. Com cada vez mais projectos deste tipo por parte dos vários fabricantes, o sector automóvel torna-se um mercado potencial interessante para as empresas há muitos anos habituadas a explorar as máximas capacidades das baterias utilizadas nos seus aparelhos electrónicos.

eRuf concept - primeiras impressões ao volante

Aparentemente, a revista norte-americana Road and Track teve o privilégio de ser a primeira a testar o automóvel desportivo eléctrico que a Ruf está a desenvolver na base do Porsche 997. Ao que parece a experiência de condução não foi muito aprofundada, mas deu para perceber que a aposta de Alois Ruf é compatibilizar a defesa do ambiente e o prazer de condução. O fundador da Ruf espera que a versão de produção do seu modelo eléctrico faça 0-100 em menos de sete segundos e atinja os 260 km/h.

21.10.08

Ruf "converte-se" aos eléctricos

A notícia não podia ser mais simbólica: a Ruf, preparador alemão conhecido pelos seus desportivos absolutamente radicais baseados em modelos da Porsche (com vários recordes de velocidade no palmarés), anunciou oficialmente que está a desenvolver o seu primeiro carro movido a energia eléctrica. Só faltava mesmo uma "casa" tão purista como a Ruf...

(press-release abaixo)




eRUF Concept Model A 2008
“ Emotion without Emission”


Ruf Automobile GmbH, internationally well known manufacturer for high performance
automobiles and the producer of the famous CTR-series is now introducing the first
electrically powered sports car from Germany.
The fundamental ideas that lead to the development of the eRUF concept vehicle came from
Alois Ruf. The car maker from the Bavarian town of Pfaffenhausen had a vision of a simple
energy transfer concept: his hydroelectric power plants, which feed 35 million kW hours of
electricity annually into the German electrical network, could also more or less directly power
modern autos. 35 million kWh is enough energy to power one of the prototypes eRUF as
described below for 3500 journeys around the globe – or 3500 of the cars one time around the
world each.
The idea seemed even more inspiring, as it would be possible for him to connect cars directly
to the emission-free power plants for charging and drive away on the water-generated power.
The eRUF Model A concept car is the first prototype to lead the technical development away
from the combustion engine.
Actually, for the first time an electric motor is being used which comes to fitting into the Ruf
model range.
The three-phase AC motor’s performance easily puts many conventional conbustion engines
to shame. It produces its maximum 650 Nm torque output from 0 rpm onwards. This power
rips into the drive shafts so impressively during acceleration, that one is immediately
reminded of the extremely powerful Ruf Rt 12
It is actually enough simply to put the car in 6th gear and press down the accelerator pedal (an
“amp pedal”, not a “gas pedal” in this car!), and drive off.
The eRUF Model A has such impressive acceleration that the project goal of 0-100 km/h in
under 7 seconds was achieved.
The maximum power output is around 204 hp if you translate it into combustion engine terms.
In direct connection to Volt and Ampere the maximum output level of 150 kW is a useful
figure.
A short discourse regarding efficiency might be helpful at this point: a highly-developed,
modern petrol engine uses around 75 percent of the energy in its tank to heat the engine
coolant and exhaust gas and only 25 to 30 per cent for actual propulsion. A diesel manages to
convert a respectable 35 to 40 percent of its fuel energy into motion. The permanent magnet
electric motor, on the other hand, is a model of high efficiency: it offers over 80 percent
efficiency over the majority of its power range, extending 90 per cent in the upper end of its
power range.
Ruf engaged CALMOTORS in Camarillo, California, specialized in the implementation of
hybrid electric and electric only power train designed to combine the latest generation of
lithium-ion batteries with its motor.
Since the 150 kW electric motor unit is very compact, there is a lot of room for batteries in the
Ruf’s bodywork.
The Axeon iron-phosphate, lithium-ion batteries currently in use weight 5.6 kg and deliver
160 Ah each. This means each one could theoretically deliver 160 amperes of electricity for
one hour under normal temperatures or 1 ampere for 160 hours.
The generation of batteries available from Axeon represents by no means the end of the
developmental curve. Current performance improvements in battery technology indicate that
end of this improvement spiral is nowhere near.
The driving current in the eRUF is regulated by an electric “drive-by-wire” accelerator pedal.
It is not the first electrical accelerator in a Ruf model. Other Ruf models also provided load
control via potentiometer-pedals, nicely dosed for their powerful engines.
The power and torque produced by the 3-phase motor can be used to recover just as much
power as it can put out. When coasting, the motor becomes a generator producing electricity
to charge the batteries. The torque and electrical amperage ratings below are therefore to be
understood as theoretical absolute maximums and minimums.
The 96-cell battery system is constantly monitored by an intelligent bus system from Axeon.
Each individual cell is coupled with a sensor that sends critical information on cell
temperature and voltage to the central control system. If irregularities appear during
operation, the system can react within milliseconds to bring the values back in line,
effectively preventing critical lithium-ion overheating behaviour during charging.

28.1.08

Tesla Roadster




Na edição deste mês da Automagazine damos destaque ao Tesla Roadster. Por diversas razões diferentes, este é um carro bastante exótico.

A mais interessante dessas razões é provavelmente o facto de ele vir de fora do "sistema". Não é uma criação de nenhum grande grupo automóvel, nem sequer de qualquer construtor conhecido. Usa a plataforma e chassis do Lotus Elise, mas é concebido por um grupo de empreendedores de Sillicon Valley apostados em provar - contra tudo e contra todos - que o automóvel eléctrico ainda é a solução para os problemas do ambiente. É uma espécie de luta entre os jovens empreendedores em mangas de camisa da Califórnia e os executivos de fato e gravata de Detroit.

O segundo ponto de interesse é a estratégia escolhida para o implantar. Em vez de tentar fazer um carro popular igual a todos os outros, com as contingências de o fazer eléctrico (sendo a primeira delas o custo, obviamente), os homens da Tesla optaram por fazer um carro sedutor a um preço caríssimo para apelar à nata do mercado e assim criar escala para outras aventuras. Isto é novidade em relação às tentativas anteriores - todas falhadas - para lançar o carro eléctrico.

O terceiro ponto de interesse do Tesla Roadster é técnico e prende-se com as baterias. Sediada em Sillicon Valley, a Tesla foi buscar a tecnologia que o cluster industrial de Sillicon Valley conhece melhor: as bateriais de iões de lítio usadas nos portáteis e telemóveis. Com elas anuncia uma autonomia suficiente para tornar o Roadster viável e complementa-a com soluções imaginativas como o carregador doméstico de alta potência que garante recarga em 3,5 horas, o kit de carregamento portátil opcional ou até a estação de energia solar que pode ser instalada para compensar os gastos de energia eléctrica. Há soluções de pensamento lateral que se calhar um fabricante "convencional" não seria capaz de imaginar.

No entanto, o Tesla Roadster está atrasado em relação ao calendário previsto; e os primeiros compradores - milionários e estrelas de cinema - ainda estão à espera dos carros quando já deviam estar a andar neles. Paira portanto a dúvida sobre o projecto. Mas isso não é estranhar num projecto tão exótico como este.

O Autobloggreen - adequadamente - foi um dos primeiros "media" a poder andar ao lado no carro e pôs online um video interessante no qual se destaca, sobretudo, o silêncio com que o Tesla faz os exercícios que estamos habituados a ver associados ao ruído dos motores de combustão (aceleração, recuperação, passagem em curva, etc). É muito estranho...




Quem quiser aprofundar o visionamento das capacidades dinâmicas do Tesla Roadster face a competidores da Mercedes, Ferrari, Corvette e Yamaha nas ruas de Los Angeles pode seguir esta sequência: video 1, video 2, video 3, video 4, video 6. (Curiosidade: o desempenho do Corvette...)