Váriossites internacionais fazem referência a esta "efeméride": aquele que fica para a história como o primeiro acidente com um Tesla Roadster. Aconteceu em S.Francisco, nos Estados Unidos, com uma das primeiras unidades entregues a clientes do pequeno roadster totalmente eléctrico. Ainda não se sabe muito bem o que aconteceu (se calhar o condutor distraiu-se... pode ter sido só isso...), mas a verdade é que as fotos do Tesla "enfaixado" na traseira de um Classe C estão a correr o mundo.
Na edição deste mês da Automagazine damos destaque ao Tesla Roadster. Por diversas razões diferentes, este é um carro bastante exótico.
A mais interessante dessas razões é provavelmente o facto de ele vir de fora do "sistema". Não é uma criação de nenhum grande grupo automóvel, nem sequer de qualquer construtor conhecido. Usa a plataforma e chassis do Lotus Elise, mas é concebido por um grupo de empreendedores de Sillicon Valley apostados em provar - contra tudo e contra todos - que o automóvel eléctrico ainda é a solução para os problemas do ambiente. É uma espécie de luta entre os jovens empreendedores em mangas de camisa da Califórnia e os executivos de fato e gravata de Detroit.
O segundo ponto de interesse é a estratégia escolhida para o implantar. Em vez de tentar fazer um carro popular igual a todos os outros, com as contingências de o fazer eléctrico (sendo a primeira delas o custo, obviamente), os homens da Tesla optaram por fazer um carro sedutor a um preço caríssimo para apelar à nata do mercado e assim criar escala para outras aventuras. Isto é novidade em relação às tentativas anteriores - todas falhadas - para lançar o carro eléctrico.
O terceiro ponto de interesse do Tesla Roadster é técnico e prende-se com as baterias. Sediada em Sillicon Valley, a Tesla foi buscar a tecnologia que o cluster industrial de Sillicon Valley conhece melhor: as bateriais de iões de lítio usadas nos portáteis e telemóveis. Com elas anuncia uma autonomia suficiente para tornar o Roadster viável e complementa-a com soluções imaginativas como o carregador doméstico de alta potência que garante recarga em 3,5 horas, o kit de carregamento portátil opcional ou até a estação de energia solar que pode ser instalada para compensar os gastos de energia eléctrica. Há soluções de pensamento lateral que se calhar um fabricante "convencional" não seria capaz de imaginar.
No entanto, o Tesla Roadster está atrasado em relação ao calendário previsto; e os primeiros compradores - milionários e estrelas de cinema - ainda estão à espera dos carros quando já deviam estar a andar neles. Paira portanto a dúvida sobre o projecto. Mas isso não é estranhar num projecto tão exótico como este.
O Autobloggreen - adequadamente - foi um dos primeiros "media" a poder andar ao lado no carro e pôs online um video interessante no qual se destaca, sobretudo, o silêncio com que o Tesla faz os exercícios que estamos habituados a ver associados ao ruído dos motores de combustão (aceleração, recuperação, passagem em curva, etc). É muito estranho...
Quem quiser aprofundar o visionamento das capacidades dinâmicas do Tesla Roadster face a competidores da Mercedes, Ferrari, Corvette e Yamaha nas ruas de Los Angeles pode seguir esta sequência: video 1, video 2, video 3, video 4, video 6. (Curiosidade: o desempenho do Corvette...)
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