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22.2.08

Mazda inicia testes reais do ASV-4 em Hiroshima

A Mazda anunciou em comunicado que vai iniciar em Março testes reais do seu protótipo ASV-4, um carro equipado com as mais recentes tecnologias de comunicação carro-a-carro, capaz de evitar vários tipos de acidentes em ambiente urbano.


Os testes decorrem sob a égide de um programa desenvolvido pelo ministério japonês dos transportes e vai pela primeira vez combinar as potencialidades da comunicação carro-a-carro com as da transmissão de dados estrada-a-carro, uma infraestrura experimental que já está montada naquela cidade.

O sistema alerta os condutores sobre o perigo resultante da aproximação de outros veículos em cruzamentos sem visibilidade ou em curvas apertadas e nalguns casos pode mesmo controlar o veículo em caso de distracção ou "avaria" do condutor.

A Nissan também está envolvida neste programa supervisionado pelo Estado japonês com o seu próprio ASV-4, baseado na berlina Nissan Fuga.

O envolvimento activo do estado japonês na estimulação deste tipo de testes é um bom exemplo de como o voluntarismo público pode ajudar a indústria a dar os passos decisivos para o desenvolvimento das tecnologias com que vamos conviver no futuro. E esta é por demais evidente. Ainda está a dar os primeiros passos, mas (como os novos Passat CC e Volvo XC60 provam), está no limiar de chegar ao automobilista comum.

6.2.08

VW Routan: à grande e à... americana!



O VW Routan será mostrado no próximo salão de Chicago, de 8 a 17 de Fevereiro. Foi desenvolvido em parceria com a Chrysler (com base no Voyager), será fabricado em Ontário, no Canadá e - descansem os mais apoquentados... - destina-se em exclusivo ao mercado norte-americano.

Terá motores a condizer com as tradições estado-unidenses - a começar por um 3.8 V6 de 200 cv e 310 Nm - alberga sete ocupantes nos seus 5,14 metros de comprimento e tem nada mais nada menos que 13 suportes para copos! Treze!!!

Se considerarmos que o condutor precisa de pelo menos uma mão para segurar no volante, dá dois copos por cada ocupante - um para a coca-cola, outro para a cerveja. Tem lógica...

30.10.07

As soluções ambientais

Na edição da Automagazine que actualmente está nas bancas , temos em teste dois modelos que ilustram bem as soluções propostas por duas das mais emblemáticas marcas do mercado europeu para o problema das emissões poluentes.

Através com contacto com o Mini Cooper D com pacote Efficient Dynamics, testamos a proposta da BMW, que aliás já tinha passado pelas nossas páginas com o emblema da marca bávara, e, através do Passat Bluemotion, tomamos contacto com a alternativa da VW, que também será extensível a outros modelos da marca.
O que cada um destes automóveis vale é o que está nos respectivos testes. Mas a reflexão que eu penso que se impõe é esta: será isto tudo o que a indústria tem para oferecer? Afinal, estamos perante automóveis que se ligam e desligam nos semáfros e têm mais ar nos pneus do que é normal. É ridículo! Claro que cada um deles tem mais detalhes do que apenas estes dois. E claro que, no conjunto, têm um efeito de "combate ao desperdício" que não é negligenciável e cujos reflexos no ambiente e na economia são positivos.


Mas, sendo a indústria automóvel uma das mais importantes no mundo da economia global, com alguns dos maiores investimentos em investigação e desenvolvimento e os melhores engenheiros ao seu serviço, não seria de esperar que nesta altura tivesse algo mais para apresentar ao consumidor? Parece-me que sim.
Onde estavam os engenheiros das marcas de automóveis há 10 anos atrás? Não era já perceptível nessa altura que a médio prazo seriam necessárias alternativas ao petróleo, tanto do ponto de vista ambiental como do ponto de vista económico (resultado do acréscimo de preço gerado pela perspectiva do seu esgotamento)? Recuso-me a acreditar que tenha sido necessário esperar por Al Gore para a indústria automóvel despertar para este problema. Al Gore talvez tenha servido para despertar as consciências da opinião pública mundial, mas é de esperar que uma indústria que gere - e gera - milhões tivesse um quadro claro da situação muito antes de Al Gore.

Claro que há investigação a ser feita e claro que há muitos anos conhecemos protótipos que exploram novos caminhos em termos de locomoção. Mas os seus resultados práticos são quase nulos. Nesse aspecto, os únicos que souberam reagir a tempo foram os japoneses - Toyota e Honda - com os híbridos, mesmo assim com uma aposta que agora já devia ser mais afirmativa.

Onde estão fuel cell de que há tanto tempo se fala? Onde estão os eléctricos? Onde estão os biocombustíveis? Há novas sugestões de locomoção ou apenas tentativas de alimentar de maneiras diferentes os carros actuais? Acho que, perante a dimensão e a importância da indústria automóvel, devemos ser exigentes com ela. E se formos exigentes, não podemos deixar de concluir que aquilo que o sector tem para propor aos consumidores em termos ambientais é realmente muito pouco.

Nem sequer é preciso sair da indústria automóvel para ter um termo de comparação. Com siglas como o ABS e o ESP e dispositivos como o airbag e os pré-tensores, a evolução da segurança dos automóveis foi exponencial ao longo dos últimos anos. A seu tempo, o ABS, o airbag ou o ESP foram elementos revolucionários. Estão para a segurança dos automóveis como as fuel cells ou a energia eléctrica estariam para a locomoção. E hoje, são um dado adquirido no dia-a-dia das pessoas. Mais: com o advento da electrónica e dos sensores, os automóveis estão no limiar de se tornarem literalmente isentos de acidentes. Tecnicamente isso já é possível e só ainda não foi materializado na prática porque a tecnologia tem que ser testada e há muitas questões de índole social, política e até filosófica que precisam de ser esclarecidas (essa é outra discussão...).

Ao pé disso, o que significam um motor que se desliga nos semáforos e um automóvel cujos pneus geram menos atrito. Significam pouco menos que nada!

23.10.07

Porsche toma conta da VW

O Tribunal de Justiça deu razão à Porsche no seu diferendo com o Estado da Baixa Saxónia acerca das limitações accionistas impostas pelos estatutos da VW. Mediante um regulamento interno de 1960, destinado a proteger a participação pública, nenhum accionista pode ter mais de 20 por cento dos direitos de voto para o conselho de administração, mesmo que tenha mais do que isso em acções.

Acontece que, com 31 por cento da VW, a Porsche é o maior accionista da VW e como tal quer mandar no que é seu. O Tribunal de Justiça europeu acaba de decretar que a empresa tem razão e a VW tem que autorizar que a firma de Stuttgart eleja os representantes a que tem direito no conselho de administração.

Ou seja, a partir de hoje quem manda na VW é a Porsche! E assim se torna real (mais uma vez) uma fábula só possível no moderno mundo dos negócios: a formiga engole o elefante!

22.5.07

E agora, a variante

Praticamente cinco anos depois de ter jurado a pés juntos que o Golf V não ia ter uma versão carrinha convencional, eis que a Volkswagen apresenta o Golf Variant. Diz que é mais um membro da família Golf, mas com uma identidade bem definida, para ir à procura dos clientes que não se identificaram desde logo com o Touran e com o Golf Plus. Ou seja, em vez de reformular o que já tem, a Volkswagen amplia a oferta e torna-se mais abrangente. Diz que o faz sustentando-se na força da sigla Golf. Mas será o nome do produto suficiente para convencer o cliente a comprar uma «station» tão diferente e, sobretudo, com uma traseira de estilo tão... hum... alternativo?

9.4.07

Piëch, a fénix

No próximo dia 19 de Abril, Ferdinand Piëch vai ser reeleito para mais um mandato de cinco ano à frente do supervisory board da VW, ainda mais legitimado do que antes pelo peso cada vez maior que a "sua" Porsche tem no construtor de Wolfsburg. Nesse momento, Piëch, como uma fénix, irá renascer das cinzas, completanto um processo que o caracteriza como um resistente e que ainda mais reforça o seu papel de figura central do virar do século da indústria automóvel.

Quem, há um ano atrás, achou que ele finalmente se ia refomar, viu-o depois manobrar nos bastidores para, primeiro, minar a presidência de Pischetsrieder e, depois, promover a ascenção de Wendelin Wiedeking, um dos seus "protegidos".

Agora, reforçado pelos 30,9 por centos que a Porsche detém na VW, Piëch regressa pela porta grande e dissipa quaisquer dúvidas: afinal ainda é ele quem manda na VW!

26.3.07

VW Tiguan em exclusivo na net

A Volkswagen anunciou que vai revelar imagens e informações sobre o novo Tiguan alguns meses antes da estreia oficial no salão de Frankfurt. Em exclusivo para quem se registar aqui.